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Fones de ouvido Bluetooth sem fio Xiaomi Redmi Buds 5, cor azul
AUDIO

Fones de ouvido Bluetooth sem fio Xiaomi Redmi Buds 5, cor azul

500+

VENDIDOS

4.8/5

3676 AVALIAÇÕES

Como cheguei nesse áudio

Meu fone anterior era um QCY T13, daqueles que a galera comprava por uns R$ 80 na época. Funcionava, né — o problema é que depois de um ano e meio de uso, a borrachinha do fone direito soltou, e começou a entrar umidade dentro do driver. Som foi ficando abafado, tipo ouvir música dentro de uma lata. Tentei cola quente, tentei fita adesiva de eletrônico, nada. Aí eu aceitei o óbvio: hora de trocar.

Eu não queria gastar mais de R$ 400. Não por falta de dinheiro necessariamente, mas porque eu sei que acima de R$ 500 você entra numa faixa onde a diferença sonora real pra mim — que não sou audiófilo, só ouço Spotify no preset padrão — é marginal. Fiquei entre o Redmi Buds 5 e o JBL Vibe Flex. O JBL tava R$ 20 mais barato mas as avaliações falavam em problemas de pareamento no Android. Como tenho um Moto G84, fui no Xiaomi mesmo.

Paguei R$ 299,99 no Mercado Livre. Escolhi o azul porque o branco parecia que ia amarelado em dois meses e o preto é genérico demais. O azul tem um tom meia-escuro, tipo azul marinho com uma levada de cinza — fica bonito, não fica chamativo igual a brinquedo de criança.

Tirando da caixa e os primeiros dias

Chegou em três dias úteis pelo Mercado Envios, embalagem externa sem nenhum amassado — coisa rara. A caixa do produto em si é aquela caixinha branca padrão Xiaomi, simples, sem frescura. Dentro tem os fones no case, um cabo USB-C curto (uns 20cm, claramente de emergência, não dá pra usar no dia a dia) e três tamanhos de ponteiras de silicone. As médias já vêm montadas, e no meu caso ficaram perfeitas de primeira — minha orelha aparentemente é exatamente o tamanho padrão da Xiaomi.

O case em si tem um tamanho bom — não é aquele negócio monstruoso que ocupa metade do bolso, mas também não é minúsculo tipo um Pixel Buds. É oval, fecha com um clique bem satisfatório, e a dobradiça parece sólida. O azul do case bate com os fones, o que eu apreciei. Tem um LED na frente que acende branco quando você abre — e olha, esse LED é forte demais à noite. Eu deixo o case na minha mesa de trabalho e quando a luz do quarto tá baixa ele clareia o ambiente. Não cheguei a cobrir com fita, mas pensei nisso.

No primeiro dia, a primeira coisa que fiz foi parear com o celular. Abri o case, os fones conectaram automaticamente com o Moto G84 em menos de cinco segundos. Não precisei entrar em configurações, não precisei apertar botão nenhum — apareceu a notificação de "Redmi Buds 5 conectado" e pronto. Fiquei até surpreso porque nos reviews que li antes tinha gente reclamando de demora. Pode ter sido firmware novo que corrigiu isso, não sei.

O aplicativo Mi Fit (agora Xiaomi Wear) é necessário pra desbloquear algumas coisas — principalmente o modo de cancelamento de ruído ativo e o equalizador. Baixei sem problemas, parear dentro do app levou uns dois minutos. A interface é simples, sem muita frescura. Você muda o ANC, muda a EQ, vê a bateria de cada fone individualmente. Faz o que precisa.

Como uso ele todo dia

Meu caso de uso principal é trabalho remoto. Fico oito horas por dia na frente do computador, em reuniões no Google Meet, ouvindo música no Spotify entre as reuniões, e às vezes assisto a alguma coisa no YouTube de noite. Já são três semanas de uso diário intenso e posso falar com propriedade.

Na semana passada tive uma reunião que durou quase duas horas e meia — gerente novo querendo alinhar processos, você já sabe como é. Usei os fones do começo ao fim, bateria dos fones não acabou (terminou com um beep de aviso de bateria baixa, tipo 20%, uns dez minutos depois da reunião terminar). A conexão não caiu uma vez. Meu notebook fica a uns dois metros de distância de onde sento, e nunca travou. Isso é o básico, eu sei, mas meu QCY derrubava a conexão toda vez que eu ia até a cozinha pegar água.

Na quinta-feira passada minha irmã veio aqui em casa e pediu pra usar pra ouvir uma música. Ela tem orelha menor que a minha e disse que achou estranho, que a ponteira média escorregava. Troquei pra ponteira pequena e ela disse que ficou melhor, mas ainda não perfeito. Eu mesmo nunca tive problema de vedação, mas vale lembrar: se você tem orelha pequena, pode precisar testar os três tamanhos antes de decidir que tá bom de verdade.

Uso bastante enquanto faço academia também. Fui três vezes essa semana com o fone, e numa delas fui correndo por uns quarenta minutos. Nenhuma queda. O encaixe no meu canal auditivo segura bem durante exercício, o que pra mim sempre foi o calcanhar de Aquiles dos in-ear sem asa de silicone. A propósito: esse fone não tem asa, é só a ponteira mesmo. Pra corrida leve funcionou. Pra crossfit com muito movimento de cabeça eu já teria mais dúvida.

Uma coisa que descobri por acidente: o toque duplo no fone direito muda de música, e no fone esquerdo ativa o cancelamento de ruído. Eu sabia disso pelo app, mas não tinha prestado atenção. Aí tava eu numa tarde tentando pausar a música antes de responder o telefone, dei um toque duplo no fone errado, ativei o ANC, e fiquei ouvindo a minha própria voz abafada enquanto tentava falar com a minha mãe. Levei uns três segundos pra entender o que tinha acontecido. Dá pra customizar os gestos no app, foi a primeira coisa que fiz depois disso.

O que me agradou de verdade

O cancelamento de ruído ativo me surpreendeu. Não esperava muita coisa porque já testei ANC barato antes e geralmente é aquele efeito de tampar o ouvido com a mão — você ouve menos mas fica com aquela pressão estranha. Aqui não. Ativei o ANC na sala enquanto meu vizinho tava cortando grama lá fora com aquele cortador a gasolina infernal, e o ruído baixou de verdade. Não some completamente — você ainda percebe que tem barulho — mas caiu o suficiente pra conseguir focar numa call sem querer matar ninguém. Pra esse preço, honestamente fica acima do que eu esperava.

A bateria no dia a dia superou minhas expectativas práticas. No papel são seis horas de fone mais vinte e quatro no case. Na prática, uso o fone umas quatro a cinco horas por dia, e carrego o case uma vez por semana. Só uma vez em três semanas eu deixei o case acabar completamente — foi descuido meu mesmo, deixei de carregar dois dias seguidos. O case carrega rápido via USB-C: vinte minutos de case = uns quarenta minutos de fone, mais ou menos.

O som — e olha, eu vou ser honesto, não sou o cara que vai descrever "soundstage amplo com graves encorpados e agudos arejados" — pra mim soa bem. Música no Spotify Premium com a EQ no preset "Bassbooster" que coloca no app soa com punch nos graves sem virar uma bagunça nos médios. Ouço bastante rap e eletrônica, e o baixo tá presente sem virar aquela coisa de autofalante de carro da novela dos anos 2000. Voz em podcast soa natural. Ligações ficam claras pra mim e pra quem tá do outro lado.

A resistência a queda também me impressionou. Na segunda semana, caiu da minha escrivaninha — uns setenta centímetros de altura, bateu no chão de porcelanato. O case ficou com um risco fino na lateral, tipo aquele risco que você faz sem querer na geladeira. Abri, os fones estavam inteiros, conectei, funcionou normal. Não estou recomendando jogar no chão pra testar, mas a construção claramente não é frágil.

O que me incomodou (porque não é tudo flores)

O microfone em chamada ao ar livre é uma merda. Não tem outro jeito de falar. Na semana passada tive uma ligação enquanto esperava o ônibus — tinha vento moderado, não era tempestade — e a pessoa do outro lado disse que eu "tava cortando muito", que o ruído do vento tava sobrando a minha voz. Tive que ficar de costas pro vento e falar mais alto. Isso pra quem usa fone pra ligações externas frequentes é um problema real. Dentro de casa ou em ambiente fechado, microfone funciona bem. Pra usar na rua com vento? Esquece.

O modo de transparência — aquele que deveria deixar você ouvir o ambiente enquanto usa o fone — é artificial demais. Tem um chiado leve de fundo que aparece quando você ativa. Não incomoda na maioria das situações, mas quando você tá num ambiente silencioso e ativa o modo de transparência, você ouve o chiado. Eu acabei desativando e usando sem o modo de transparência quando preciso prestar atenção no que tá acontecendo ao redor. Dá pra tirar um fone do ouvido também, né — mas o modo foi claramente um recurso adicionado pra constar na ficha técnica, não foi muito bem implementado.

O latência com vídeo no celular é perceptível. Assisti a um vídeo no YouTube pelo celular e o áudio chega uns vinte ou trinta milissegundos depois do vídeo — dá pra notar em close de rosto quando a pessoa fala. No computador (conectei via Bluetooth no notebook também) o problema é menor, mas ainda existe. Se você usa fone principalmente pra vídeo pelo celular, isso vai te incomodar. Pra música e ligação, latência não importa nada.

Quem deveria comprar (e quem deveria pular)

Se você trabalha home office, usa fone principalmente pra reunião e música, e quer algo que dure o dia todo sem precisar ficar preocupado com bateria, esses fones resolvem muito bem. Se você academia mas não faz treino de impacto absurdo, também funciona. Se você compra produto com volume de avaliações como critério de segurança (3.676 avaliações com 4.8 é difícil de questionar), esse número aqui é real — fui checar as avaliações negativas e a maioria é reclamação de entrega ou de produto que chegou com defeito de fábrica, não de produto que degrada com uso. A Xiaomi também tem assistência técnica nas capitais, o que pra mim pesou na decisão.

Se você precisa de fone pra ligar muito na rua com vento, esquece esse aqui. Se você é videógrafo ou editor que precisa de sincronia precisa entre áudio e vídeo pelo celular, também não é seu produto. Se você já tem algo acima de R$ 500 e tá pensando em trocar "pra ver se melhora", provavelmente não vai sentir diferença que justifique — você já tá numa faixa onde o retorno por real investido é decrescente. Agora, se o seu fone atual tá com defeito ou é aquele negócio de R$ 50 que você comprou na Black Friday de 2021, o salto aqui vai ser grande.

Pagar R$ 299,99 nele faz sentido?

Olha, pra esse preço o concorrente mais óbvio é o Samsung Galaxy Buds FE, que às vezes aparece por R$ 279 em promoção. O Samsung tem um som um pouco mais equilibrado na minha opinião — os médios ficam mais claros — mas o ANC é visivelmente mais fraco, e a bateria do case é menor. Outro concorrente real é o JBL Tune 230NC, que fica na faixa de R$ 250-280. O JBL tem design melhor, mais premium na mão, mas o microfone também não é lá essas coisas e o app é uma burocracia pior ainda.

Nos R$ 299 você tá comprando uma combinação decente de ANC funcional, bateria boa no caso, build que aguenta tranco e um ecossistema de app que, apesar de não ser incrível, faz o básico sem te deixar na mão. Não é o melhor fone que o dinheiro pode comprar nessa faixa em cada critério individualmente — mas no conjunto, ele equilibra bem. Eu pagaria R$ 299 de novo. Pagaria R$ 350? Já hesitaria. Acima disso tem outras opções melhores.

Veredicto sincero

Eu compraria de novo, sim. Não porque é o melhor fone que existe — claramente não é — mas porque pra minha rotina específica ele entregou tudo o que eu precisava sem me decepcionar em nada crítico. O microfone externo é ruim, o modo de transparência é artificial, a latência em vídeo no celular incomoda. São defeitos reais. Mas o ANC funciona de verdade, a bateria dura, a conexão é estável, e o som pra uso cotidiano é bom. Três semanas depois ainda pego ele no case todo dia sem pensar duas vezes, que no fim das contas é o melhor indicador que tenho.

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