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Fone De Ouvido Sony Bluetooth Wh-1000xm5 Preto
Felipe Zanoni

Por Felipe Zanoni · Editor-chefe

Publicado em 2026-05-03

AUDIO

Fone De Ouvido Sony Bluetooth Wh-1000xm5 Preto

50+

VENDIDOS

4.9/5

7 AVALIAÇÕES

Como cheguei nesse áudio

Eu tava usando um Jabra Evolve2 55 faz uns dois anos — aquele fone corporativo com cancelamento de ruído razoável, confortável, mas sem nenhuma personalidade. Funciona, entrega o que promete, mas toda vez que eu colocava na orelha sentia que tava usando ferramenta de escritório, não ouvindo música de verdade. Aí em março minha cunhada apareceu aqui em casa com um WH-1000XM4 e ficou duas horas numa reunião do trabalho dela sem tirar da cabeça, e a conexão não caiu uma vez. Fui experimentar o dela no final da tarde, coloquei uma playlist de jazz e fiquei parado no meio da sala por tipo uns trinta segundos só processando o que tava ouvindo. Foi ali que decidi que ia comprar o XM5.

Demorei uns três meses pra comprar porque o preço assusta. Fiquei em cima do muro entre o XM4, que tava na faixa dos R$ 1.400 usado ou R$ 1.700 novo, e o XM5. Li umas doze reviews, assisti vídeo demais no YouTube, e no fim tomei a decisão mais irracional possível: comprei o mais caro porque o microfone do XM5 é visivelmente melhor e eu uso o fone também pra gravar coisas. Então era nisso que eu me segurava — que o upgrade de microfone justificava os R$ 350 a mais. Se foi verdade? Eu conto lá na frente.

Tirando da caixa e os primeiros dias

Comprei pelo Mercado Livre e chegou em dois dias, numa caixa bem protegida. A embalagem do XM5 é aquela coisa da Sony de fingir que é premium — papelão duro, compartimentos separados, tudo encaixado certinho. Vem o fone dobrado dentro do case, um cabo USB-C pra carregar, um adaptador P2 pra usar em avião, e um mini manual que eu não li. O case em si é sólido, bem diferente daquele estojo oval meio bichado do XM4. É mais achatado, cabe melhor numa mochila.

Conectei no meu MacBook primeiro. Abri o app Sony Headphones Connect no celular porque queria ver o que dava pra configurar. Aí virou a primeira frustração: o app pediu atualização de firmware na hora que pareou, e ficou vinte e sete minutos atualizando. Eu tava ansioso pra usar e fiquei lá olhando a barra de progresso como se fosse Windows XP instalando driver de impressora. Funcionou, mas a experiência não é exatamente suave.

Primeira música que ouvi foi So What do Miles Davis. Sei que é clichê, mas é o que eu uso pra testar qualquer fone novo desde que comecei a me importar com áudio de verdade. O contrabaixo logo no início deu pra sentir com uma clareza que o Jabra nunca entregou. Fiquei ouvindo três músicas seguidas antes de tentar qualquer outra coisa com o fone. Depois fui testar o cancelamento de ruído, que é o que todo mundo fala. Acendei o exaustor da cozinha que é irritante demais, coloquei o fone e o ruído sumiu quase completamente. Não é mágica — dá pra ouvir um murmúrio grave se você prestar atenção, mas no dia a dia é como se o mundo tivesse em mute.

Como uso ele todo dia

Trabalho em casa, então o fone fica na minha cabeça tipo quatro a seis horas por dia. Semana passada eu tive uma maratona de reuniões no Google Meet — das 9h até quase 14h com intervalos curtos. Cinco horas de fone na cabeça e eu não senti aquela dor atrás da orelha que eu sentia com o Jabra depois de três horas. A almofada de espuma do XM5 é mais macia e distribui melhor a pressão. Meu amigo Paulo veio aqui na sexta e ficou uns vinte minutos usando ele — ele tem cabeça maior que a minha e disse que apertou um pouco nas têmporas. Pra mim ficou bom, mas é um ponto real dependendo da anatomia de cada um.

Uso bastante andando também. Moro perto de uma avenida movimentada e quando saio pra caminhar coloco no modo cancelamento de ruído máximo. Carro a uns três metros praticamente some. Ônibus então, nem se fala. Uma coisa que aprendi na prática é que o modo transparência — que deixa o som ambiente entrar de propósito — é bem útil quando você precisa ouvir o caixa do mercado falar contigo sem tirar o fone. Funciona bem, o som ambiente entra de forma natural, não tem aquele efeito estranho de microfone barato.

Gravei um episódio do meu podcast caseiro com ele — sessenta e dois minutos de conversa com um amigo pelo Discord, eu usando o XM5 como microfone mesmo, só pelo Bluetooth. A qualidade ficou aceitável para publicar, com uma leve compressão na voz que dá pra perceber se você comparar com um microfone USB dedicado, mas pra quem ouve no celular no trânsito não faz diferença. A conexão não caiu em nenhum momento durante a gravação.

Minha namorada experimentou numa tarde que ela tava aqui trabalhando remoto. Ela tem cabeça menor que a minha e disse que o fone escorregou um pouquinho quando ela abaixou a cabeça pra olhar o caderno. Não caiu, mas irritou. Ela também achou pesado — são 250 gramas e depois de uma hora ela tirou dizendo que o pescoço tava cansando. Pra mim não é um problema, mas ela é bem sensível a isso.

O que me agradou de verdade

O cancelamento de ruído é o que a Sony promete, e ela entrega. Eu moro num apartamento antigo com parede fina, e o vizinho de cima tocou violão por uns quarenta minutos numa tarde que eu precisava concentrar. Coloquei o fone, liguei o cancelamento máximo, e o violão virou um fantasma distante que eu só ouvia se eu tentasse ouvir. Trabalhei tranquilo. Isso não tem preço pra mim — literalmente mudou minha produtividade em dias ruins de barulho.

O tempo de bateria me surpreendeu pra cima. A Sony anuncia trinta horas, e na prática eu chego perto disso. Carrego ele uma vez por semana usando o dia todo, e ainda sobra carga. Em comparação, o meu Jabra precisava de carga a cada dois dias no meu ritmo de uso. Além disso, o carregamento rápido é real: dez minutos na tomada e tem bateria pra cinco horas. Numa manhã eu esqueci carregado e tava com 3% — botei no carregador enquanto tomava café e saiu com energia suficiente pra toda manhã.

A qualidade do áudio pra ouvir música é genuinamente boa, com uma ressalva que vou falar depois. Mas pra estilos que dependem de grave e presença — jazz, soul, hip-hop mais suave — o XM5 entrega uma experiência que eu não esperava num fone Bluetooth. Eu tenho um DAC portátil que uso com fone com fio em casa, e o XM5 sem fio chega em torno de 80% dessa experiência. Isso é bastante impressionante pra mim.

O microfone de fato melhorou em relação ao XM4. Gero conteúdo às vezes e uso bastante videochamada — nas reuniões as pessoas pararam de me pedir pra repetir o que eu disse, que era uma reclamação ocasional com o Jabra em ambientes com eco. O XM5 tem oito microfones que trabalham pra isolar a voz, e funciona na prática, não só no papel.

O que me incomodou (porque não é tudo flores)

O ajuste de volume pelo toque na concha direita é sensível demais. Eu boto o fone na mochila dobrado, mas mesmo assim quando vou pegar às vezes o volume subiu ou a música pausou porque alguma coisa encostou no painel táctil. Isso me irritou umas quatro vezes nas primeiras semanas. Dá pra desabilitar o toque pelo app, mas aí você perde a função que é útil. É uma decisão de design que privilegia o toque sensível em detrimento da confiabilidade no dia a dia, e eu acho que erraram a mão aqui.

O XM5 não dobra da mesma forma que o XM4. O antecessor dobrava as conchas para dentro formando um pacote compacto. O XM5 só dobra a haste, então ele fica mais comprido dentro do case e o case em si é maior. Pra quem guarda na mochila como eu, é diferença notável. O case não cabe mais no bolso lateral pequeno que eu usava antes — precisa ir no compartimento principal. Não é um defeito grave, mas se você é o tipo que precisa de fone compacto pra viagem, isso importa.

O som tem um perfil de equalização que favorece graves e médios de uma forma que soa bem pra música pop mas pode parecer abafado em material com muito detalhe nos agudos — orquestra clássica, metal técnico, qualquer coisa com muita informação nos altos. Dá pra ajustar no app, mas os presets de equalização da Sony são todos muito carregados. Eu passei uns vinte minutos ajustando manualmente até chegar num ponto que me agradou pra mais estilos. Se você compra e usa no default sem mexer, vai achar que o áudio tem uma personalidade bem específica que pode não ser a sua.

Quem deveria comprar (e quem deveria pular)

Se você trabalha em casa ou em escritório aberto e precisa de isolamento de verdade pra focar, esse é o melhor custo-benefício que eu conheço na categoria. Se você viaja muito de avião, o cancelamento de ruído do XM5 é quase terapêutico numa aeronave. Se você usa fone mais de três horas por dia e quer uma experiência confortável sem dor de cabeça no final do dia, esse fone foi feito pra você. Se você faz reuniões frequentes e a qualidade do microfone importa, o XM5 resolve sem precisar de microfone separado na maioria dos casos.

Agora, se você é audiófilo de raiz e se incomoda com qualquer coloração no som, esquece — você vai querer um fone com fio e um DAC decente, não isso aqui. Se você usa fone por menos de uma hora por dia e só pra academia ou no transporte público casual, dois mil reais é loucura — um Anker Q45 ou um JBL Live 660 entregam 70% dessa experiência por 30% do preço. Se você tem cabeça menor ou é sensível a peso em equipamentos, testa antes de comprar se possível, porque o peso e o ajuste são pontos reais que dependem muito da anatomia de cada um.

Pagar R$ 2048,00 nele faz sentido?

Depende do que você vem usando. O XM4 hoje anda na casa dos R$ 1.600 novo e R$ 1.100 usado em bom estado. A diferença real do XM5 pra ele é o microfone significativamente melhor e o design do case. O cancelamento de ruído do XM4 já era excelente e o áudio é praticamente igual. Se você vai usar principalmente pra ouvir música e não liga pra chamadas, o XM4 é a compra mais inteligente na faixa de preço. O Bose QuietComfort 45 fica em torno de R$ 1.700 e tem cancelamento de ruído igualmente bom com um perfil de áudio mais neutro — quem não gosta de grave exagerado pode preferir o Bose.

O XM5 a R$ 2.048 faz sentido se você usa o microfone com frequência e quer o pacote completo num produto só. O salto de qualidade no mic de chamadas e gravações é real, e se isso entra no seu dia a dia, os R$ 400 a mais em relação ao XM4 se pagam em conforto e praticidade. Se não, compra o XM4 novo ou o Bose QC45 e guarda a diferença.

Veredicto sincero

Eu compraria de novo, sim. Não sem hesitar — R$ 2.048 dói e eu poderia ter chegado em 90% do resultado com o XM4. Mas depois de três semanas usando esse fone todo dia, ele mudou minha rotina de trabalho de forma concreta: concentro mais, cansaço nas chamadas longas diminuiu, e a bateria que dura a semana toda tirou uma frescura da minha cabeça que eu nem sabia que eu tinha. Se você tem o dinheiro e vai usar esse fone intensamente por anos, não vai se arrepender. Se vai usar de vez em quando só pra parecer que tem bom gosto em áudio, tem opções melhores pra esse dinheiro.

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