Xiaomi Smart Band 9 Active Bege Branco
R$161.00
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Como cheguei nesse smartwatch
Tava usando um Mi Band 5 antigo que comprei em 2021 e que, honestamente, tava na última. A pulseira tinha rachado numa das bordas, a tela já não respondia bem no canto esquerdo e a bateria que antes durava 14 dias tinha caído pra uns 5. Precisava de alguma coisa pra substituir, mas sem gastar muito — meu orçamento pra isso era tipo "compro se for barato mesmo". Não queria desembolsar R$ 800 num Garmin nem R$ 500 num Samsung Galaxy Fit, porque sou honesto comigo mesmo: não corro maratona, não mergulho, não faço nada que justifique tudo isso. Uso pra ver notificação no pulso, controlar música, e checar meus passos porque minha médica me pediu pra andar mais.
Fiquei entre o Xiaomi Smart Band 9 Active e o Redmi Band 2, que custa uns R$ 120. A diferença de quarenta reais foi o que me fez ir pro 9 Active — vi em alguns vídeos que a tela é bem maior e mais nítida, e pra mim que uso no sol isso importa. Escolhi a versão bege branco porque minha ex tinha o preto e eu sempre achei que ficava parecendo um medidor de pressão. O bege dá uma levada mais casual.
Tirando da caixa e os primeiros dias
Comprei numa sexta-feira à tarde e chegou na segunda seguinte. Embalagem é aquela caixinha branca pequena da Xiaomi, bem minimalista. Vem o dispositivo, a pulseira já encaixada, o cabo de carregamento magnético e um papelzinho de instrução que é basicamente inútil porque tá em inglês e chinês. Bateria veio em uns 40%, já dava pra usar mas carreguei até 100% antes de parear. Levou uns 45 minutos pra carregar do zero — anotei isso porque fiquei esperando na mesa enquanto assistia série.
A primeira coisa que eu fiz foi parear com o app Zepp Life no meu Android. Aqui teve uma pequena treta: o app pediu pra atualizar o firmware do dispositivo antes de liberar todas as funções, e essa atualização demorou quase 35 minutos. Fiquei olhando pra barra de progresso travada nos 67% achando que tinha bugado, mas no final concluiu. Depois que atualizou, tudo funcionou sem problema — só essa espera inicial que foi chata.
Primeira impressão na mão: leve. Bem mais leve do que eu esperava, honestamente. Pesquei meu Mi Band 5 antigo e coloquei os dois na balança de cozinha — o 9 Active era visivelmente mais leve, deve ter uns 26g com a pulseira. A tela é grande, bem mais larga do que os Mi Bands que eu conhecia. Cor bege é bem neutra, tipo aquele bege claro de hospital que combina com tudo mas não chama atenção.
Nos primeiros dois dias tive uma estranheza: o sensor de frequência cardíaca fica piscando verde no pulso a noite toda durante o monitoramento de sono. Na primeira noite não me incomodou porque tava cansado, mas na segunda noite minha namorada reclamou — "isso parece um anúncio de bar", ela falou. Fui nas configurações e diminuí a frequência do monitoramento cardíaco noturno de contínuo pra a cada um minuto, e aí o piscar ficou bem menos agressivo. Detalhe pequeno mas que vale saber.
Como uso ele todo dia
Num dia comum, acordo, coloco a pulseira e esqueço que ela existe até precisar. Uso ela principalmente pra ver notificações de WhatsApp quando tô num ambiente que não dá pra pegar o celular — meu trabalho é numa área industrial e fica barulhento, então vibrar no pulso é muito mais confiável do que qualquer ringtone. Nesse ponto o 9 Active entrega bem: a vibração é forte e distinta, eu consigo sentir mesmo com luva de segurança fina.
Semana passada fui na academia pela primeira vez em meses — não me orgulha, mas é a realidade — e usei o modo de treino de musculação. Ele registra duração, calorias e frequência cardíaca. Não é nada sofisticado: não reconhece exercício por exercício, não conta repetições, nada disso. Mas consegui ver que minha frequência cardíaca bateu em 158 bpm num superconjunto de supino com remada, e isso me ajudou a calibrar o ritmo. Simples assim, sem firula.
No domingo passei umas 3 horas fazendo churrasco na casa do meu irmão. Em algum momento enquanto eu tava temperando carne, ele olhou pro meu pulso e perguntou "que banda é essa, parece um sensor industrial". Aí ele colocou no pulso dele pra experimentar — ele tem o punho bem mais largo que o meu — e a pulseira ficou justa mas encaixou. O problema foi que quando ele tentou tirar, puxou com força e a pontinha do fecho plástico ficou com uma marca branca de estresse. Não quebrou, ainda prende normal, mas ficou com aquela marquinha. Considero que isso faz parte da vida de produto de plástico barato.
Comecei a usar a função de lembrete pra beber água. Aparece no display uma garrafinha e vibra levemente. Achei bobo no começo, mas depois de uma semana percebi que tava de fato bebendo mais água. Minha médica ia aprovar. A contagem de passos bate mais ou menos com o Google Fit no celular — numa caminhada de 40 minutos que eu fiz na quarta-feira, o 9 Active marcou 4.820 passos e o Google Fit marcou 4.640. Diferença pequena, sem drama.
Uma coisa que eu não esperava: dá pra controlar o volume e a faixa de música direto da pulseira quando tô com fone bluetooth. Descobri por acidente no ônibus quando fui mexer numa notificação e apareceu o controle de mídia. Parece bobagem mas é genuinamente útil quando tô com o celular no bolso traseiro da calça e tenho que pular uma música.
O que me agradou de verdade
A bateria me surpreendeu pra cima. Comprei esperando uns 7 dias com base em outras bandas que já tive, mas tô chegando no décimo segundo dia com 23% de carga ainda. Uso com monitoramento cardíaco ativo, notificações de todos os apps principais e tela ligando em cada notificação. Não sei se vou bater os 14 dias que a Xiaomi promete, mas claramente vai passar de 12 e isso já é muito bom no dia a dia. Paro de pensar em carregar a pulseira, que é exatamente o que deveria acontecer.
A tela ficou muito melhor do que eu esperava numa faixa de R$ 160. Ela é AMOLED, e isso aparece na comparação com telas LCD baratas: o preto é preto de verdade, os ícones são nítidos. Num almoço de sol forte lá fora semana passada, consegui ler o horário e a notificação sem precisar fazer aquela ginástica de inclinar o pulso várias vezes. Isso pra mim tem valor real porque meu trabalho tem muito tempo do lado de fora.
O tamanho ficou certo pra mim. Meu pulso é médio-fino e outras pulseiras maiores sempre ficavam escorregando. O 9 Active ficou firme sem apertar, e o encaixe da pulseira é do tipo que você simplesmente enfia e prende — sem aquela argolinha extra que cai sempre. Passei duas semanas sem soltar, nem durante o treino. Minha namorada tentou usar um dia porque a dela tava carregando, e ela disse que achou pesada pra o pulso fino dela. Ela usa o Mi Band 7 que é bem mais leve e menor. Então depende do pulso mesmo.
O que me incomodou (porque não é tudo flores)
O app Zepp Life é funcional mas chato de usar. A interface parece que não foi redesenhada desde 2019. Pra acessar os dados detalhados de sono, por exemplo, você passa por três telas e meia antes de ver o gráfico de fases do sono. Não é insuportável, mas fica claro que a Xiaomi não tá priorizando o software nessa linha de produto mais barata. Compara com o app do Garmin, que é uma beleza de usar — tudo na primeira tela. Aqui você se vira.
O GPS é outro ponto que merece honestidade: não tem. Absolutamente nenhum. Quando fui fazer uma caminhada na terça de manhã e quis registrar o trajeto, percebi que o app usou o GPS do meu celular — que ficou no bolso — pra mapear. Se você for correr sem celular e quiser depois ver onde foi, esquece. Isso não me incomodou porque eu sempre levo o celular mesmo, mas pra quem queria independência total do aparelho, é um furo grande nessa faixa de preço.
A resposta ao toque às vezes demora um frame a mais do que eu esperaria. Não é tela de smartphone, sei disso, mas quando você desliza pra mudar de tela às vezes aparece um pequeno engasgo antes de responder. Nada que trava ou causa erro, mas quando você usa bastante acaba percebendo. Pra quem vem de pulseiras mais baratas vai parecer normal; pra quem vem de smartwatches de R$ 500 vai incomodar.
Quem deveria comprar (e quem deveria pular)
Se você é o tipo de pessoa que quer saber quantos passos deu, receber notificação no pulso, monitorar o sono de forma básica e controlar música — e não quer gastar mais de R$ 200 pra isso — o 9 Active entrega tudo isso bem, sem frescura. Funciona tanto pra quem mal sai da mesa de trabalho quanto pra quem vai na academia três vezes por semana. Bateria boa, tela legível no sol, leve no pulso. Também é uma boa opção pra presentear alguém que tá começando a se interessar por rastreamento de atividade física mas ainda não sabe se vai usar.
Mas se você é alguém que quer responder mensagem pelo pulso, pagar no caixinha por NFC, ter GPS nativo pra correr sem celular, ou monitorar oxigênio no sangue de forma confiável — esse produto não é pra você e você vai ficar frustrado. Também não recomendo pra quem tem punho fino e delicado, porque o formato retangular maior pode ficar desconfortável. Nesse caso olha o Mi Band 7 ou espera uma promoção num Galaxy Fit 3.
Pagar R$ 161 nele faz sentido?
Comparei bastante com o Redmi Band 2 antes de comprar, que custa uns R$ 120. A diferença tá principalmente na tela — o 9 Active tem tela maior e AMOLED, enquanto o Redmi Band 2 tem LCD menor. Pra mim esse detalhe valeu os quarenta reais a mais porque uso no sol. Agora, se você comparar com o Mi Band 8, que às vezes aparece em promoção por R$ 190 a R$ 220, o 9 Active perde em design mas ganha em preço. O 8 tem um acabamento mais premium e a interface do sistema é um pouco mais fluida. Se tiver R$ 200 e encontrar o 8 em oferta, pegue o 8. Se o budget for R$ 160, o 9 Active é o melhor que você acha nessa faixa hoje.
Veredicto sincero
Compraria de novo? Sim, sem dúvida — especialmente pelo preço que paguei. Não é um produto que vai te impressionar com tecnologia de ponta, não vai substituir um smartwatch de verdade, e o app é meio sem graça. Mas ele faz o que promete, a bateria dura de verdade, a tela aparece bem no sol, e depois de duas semanas no pulso eu simplesmente parei de pensar nele — que pra mim é o maior elogio que uma pulseira fitness pode receber.
R$161.00
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