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Smartwatch Amazfit GTR 4 Sport, Tela AMOLED 1.43", Pulseira Superspeed Black, GPS, Resistente à Água 50m
SMARTWATCH

Smartwatch Amazfit GTR 4 Sport, Tela AMOLED 1.43", Pulseira Superspeed Black, GPS, Resistente à Água 50m

4.8/5

427 AVALIAÇÕES

Como cheguei nesse smartwatch

Eu tava usando um Mi Band 6 faz quase dois anos. Funciona, nunca reclamei, mas chegou um ponto que eu precisava de GPS — comecei a correr de novo depois de um tempo parado e ficar dependendo do celular no bolso pra registrar a rota tava me enchendo o saco. Pesquisei durante umas três semanas, anotei modelos, vi review em inglês no YouTube, discuti no Reddit, fiz aquela pesquisa clássica de nerd antes de abrir a carteira.

O Amazfit GTR 4 Sport entrou no meu radar porque eu queria algo com GPS embutido de verdade, bateria que durasse mais de três dias e tela que eu conseguisse ler no sol. O Apple Watch tava fora do orçamento e sinceramente não me interessa ficar carregando relógio todo dia. O Galaxy Watch 5 tava na disputa mas achei caro pra o que oferece quando você usa Android sem ecossistema Samsung. Aí alguém no grupo de corrida que participo mencionou o GTR 4 e eu fui ver. A versão Sport especificamente tem a pulseira Superspeed Black que é mais firme, mais esportiva, e isso pesou na decisão.

Comprei no Mercado Livre de um vendedor com reputação boa. Chegou em quatro dias úteis, bem embalado, sem nenhum susto na caixa.

Tirando da caixa e os primeiros dias

A caixa em si é bem apresentável — aquele papelão duro com acabamento fosco, nada extravagante mas também não parece produto genérico de R$ 150. Dentro vem o relógio, o cabo de carregamento magnético e um manual que eu joguei fora sem ler porque ninguém lê manual. A pulseira Superspeed Black é borrachuda com textura, parece resistente, e o fecho é aquele pin clássico — sem inovação, mas funciona sem drama.

Primeira coisa que aconteceu quando liguei: foi direto pra atualização de firmware. Ficou preso ali por quase 35 minutos, barra de progresso andando devagar, eu sem saber se tava travado ou não. Pesquisei no Google achando que tinha dado pau. Não tinha. É assim mesmo. Aviso pra quem for comprar: deixa o negócio carregando conectado enquanto atualiza, não fica tirando do carregador pra ver se funcionou.

O app que o relógio usa é o Zepp. Não é o app mais bonito do mundo, tem aquela sensação de coisa traduzida do chinês com pressa em alguns menus, mas funciona. Pareou com o meu Moto Edge 30 sem nenhum problema, reconheceu na primeira tentativa. Configurei as notificações, as metas de passos, ajustei o mostrador — tem uma quantidade absurda de opções de mostrador, eu fiquei uns vinte minutos só nisso.

Primeira impressão no pulso: o relógio é presença. Tela AMOLED de 1.43 polegadas é grande, o brilho é forte, e no sol direto eu consegui ler tudo sem problema. Comparando com o Mi Band que eu usava antes, é outra categoria visualmente. Mas também é maior e mais pesado — minha namorada colocou no pulso dela e achou volumoso demais, disse que parecia "relógio de mergulhador". Pra mim, que tenho pulso maior, ficou bom.

Como uso ele todo dia

Acordo, coloco o relógio, ele já registrou o sono. Isso aí funciona bem — os dados de sono dele são surpreendentemente detalhados. Sábado passado eu dormi tarde e acordei às 7h porque meu vizinho resolveu fazer obra cedo, e o relógio registrou que fiquei em sono leve por quase uma hora antes de acordar. Não sei se é 100% preciso mas bate com o que eu sinto.

Nas corridas, que é o motivo principal que me fez comprar, o GPS pega sinal em uns 15 a 20 segundos na rua aberta. Na primeira corrida que fiz aqui perto de casa, numa avenida com prédios dos dois lados, levou quase 45 segundos e tive um momento de ansiedade achando que não ia pegar — mas pegou. O mapa da rota que aparece depois no app é fiel, sem aquelas distorções absurdas que às vezes acontece com GPS de celular no bolso. A frequência cardíaca durante o exercício parece consistente — comparo mentalmente com como estou me sentindo e bate.

Uso muito a função de notificações. WhatsApp, email, Slack do trabalho — aparece tudo no pulso. Dá pra ler a mensagem inteira, não dá pra responder pelo relógio (não é smartwatch nesse nível de integração), mas pra saber se preciso pegar o celular agora ou pode esperar, resolve perfeitamente. Numa reunião longa semana passada eu estava apresentando algo e recebi mensagem da minha mãe — dei uma espiadinha no pulso sem precisar tirar o celular do bolso e sem parecer grosseiro. Isso pra mim vale muito.

A bateria é o ponto onde o GTR 4 Sport realmente impressiona no uso real. Fui numa viagem de três dias sem levar o carregador — de propósito, pra testar. Voltei com 34% de bateria. Usei GPS em duas caminhadas, recebi notificações o dia todo, monitoramento contínuo de frequência cardíaca ligado. Em uso normal aqui em casa consigo tranquilamente dez a doze dias sem carregar. O carregador é magnético e encaixa fácil, mas o cabo é proprietário — essa parte me incomoda, mais um cabo pra controlar.

Levei ele pra academia também. Usei durante um treino de peso de uma hora e meia, registrei como "treino de força" no relógio. Os dados de frequência cardíaca ficaram registrados e dá pra ver o histórico depois. Nada que vai substituir um coach de verdade, mas satisfaz aquela curiosidade de saber em que zona cardíaca você ficou durante o treino.

O que me agradou de verdade

A tela é, sem dúvida, o ponto mais alto desse relógio. Sabe quando você olha pra tela no sol forte e não consegue ler nada? Isso não acontece aqui. Num domingo de sol cheio no parque, correndo, consegui ver a frequência cardíaca e o ritmo de corrida sem precisar fazer sombra com a mão. O AMOLED com aquele brilho alto funciona de verdade. À noite, dentro de casa, o relógio detecta o ambiente e baixa automaticamente o brilho — não fica aquela lanterna no pulso enquanto você assiste série no escuro.

O GPS embutido mudou meu relacionamento com as corridas. Antes eu saía com o celular no bolso ou no braço naquele suporte horrível. Agora saio com o relógio no pulso e pronto. Fiz uma corrida de 8km na semana passada só com o relógio, sem celular, e voltei com rota completa, pace por quilômetro, frequência cardíaca média, calorias. Pra quem corre com fone bluetooth, funciona também — o relógio controla a música diretamente, sem precisar do celular por perto.

Fui surpreendido pela quantidade de modos esportivos. São mais de 150 — a maioria não vou usar na vida, mas descobri que tem "esgrima" como opção e isso me deu um prazer irracional. Mais relevante: tem natação. O relógio é resistente a 50 metros de profundidade e funciona na piscina registrando braçadas. Testei numa piscina olímpica aqui perto, ficou na água por 40 minutos, voltou funcionando normalmente. Não uso muito isso, mas é bom saber que posso.

A duração de bateria merece menção separada porque faz diferença no dia a dia de uma forma que só percebe quem usou smartwatch com bateria ruim. Não preciso me preocupar toda noite se carregou, não fico com aquela ansiedade de olhar a bateria toda hora. Carrego uma vez na semana e resolvo. Simples assim.

O que me incomodou (porque não é tudo flores)

O app Zepp tem uns momentos que me irritam. Algumas telas carregam devagar, dá aquele girozinho de carregamento quando você abre o histórico de treinos. Não é lento de travar, mas é perceptível que o app poderia ser mais polido. Além disso, em duas ocasiões nas primeiras semanas, o relógio sincronizou parcialmente com o app — os dados ficaram inconsistentes entre o que o relógio mostrava e o que aparecia no celular. Resolvi reiniciando os dois. Desde então não aconteceu mais, mas ficou o registro.

O reconhecimento automático de atividade funcionou quando não devia. Uma vez eu tava varrendo a sala e o relógio entendeu como "caminhada" e começou a registrar treino por conta própria. Fiquei uns dez minutos sem perceber que tava "treinando" oficialmente. Precisei pausar e cancelar manualmente. Aconteceu mais uma vez quando eu tava arrumando o carro — movimentos repetitivos no braço confundem o sensor. Não é um bug catastrófico, é mais uma treta chata que você precisa saber que existe.

A função de chamadas pelo relógio — o GTR 4 tem microfone e alto-falante para atender chamadas diretamente no pulso — funciona, mas o volume do alto-falante é baixo em ambiente com ruído. Numa rua movimentada, não é viável. Em casa ou num lugar mais silencioso, dá pra usar. Não é um recurso que eu uso com frequência, mas quando tentei, a experiência foi mais frustrante do que deveria.

Quem deveria comprar (e quem deveria pular)

Se você corre, pedala, nada ou pratica qualquer atividade física com regularidade e quer ter os dados registrados de verdade sem depender do celular, esse relógio faz sentido. Se você viaja com frequência e quer passar dias sem se preocupar com carregador, faz sentido. Se você usa Android e quer um smartwatch que funcione bem sem precisar estar preso ao ecossistema de nenhuma marca de celular específica, faz sentido. O GTR 4 Sport é um relógio que serve a quem tem um estilo de vida ativo e quer dados, não pra quem quer gadget de ostentação ou integração profunda com o sistema do celular.

Quem deveria pular: se você quer responder mensagem do pulso, fazer pagamento por aproximação, ter integração nativa com Google Fit ou ter aquela experiência de smartwatch completa do Apple Watch ou Galaxy Watch, esqueça esse relógio — ele não é isso. Se você tem pulso fino e acha desconfortável relógio grande, também pensa bem, porque ele é presente no pulso. E se você é do iOS, o Zepp funciona no iPhone mas a experiência não é tão boa quanto em Android — algumas funções ficam limitadas.

Pagar R$ 0.0 nele faz sentido?

O preço que eu encontrei nele no Mercado Livre na época que comprei estava na faixa dos R$ 750 a R$ 850 dependendo do vendedor. Se você pagar em torno disso, o custo-benefício é bom — é um produto de qualidade real entregando o que promete. Compara com o Galaxy Watch 5 que fica em torno de R$ 1.400 a R$ 1.600 e, honestamente, o Amazfit entrega 80% do que o Samsung entrega por metade do preço. A tela é comparável, a bateria é muito superior, o GPS é igualmente funcional. O que você perde é integração com o ecossistema Samsung e a plataforma Wear OS se isso importar pra você.

Comparando com o Garmin Forerunner 255, que fica na mesma faixa de preço dependendo da promoção, o Garmin tem histórico e plataforma mais madura para corredores sérios, especialmente quem quer análise de treino mais profunda. Se você corre meia maratona ou mais e quer métricas avançadas de recuperação e planejamento de treino, o Garmin faz mais sentido. Se você corre por saúde, quer os dados básicos de treino e não quer gastar mais, o GTR 4 Sport fecha bem a conta.

Veredicto sincero

Eu compraria de novo? Sim, sem muita hesitação. Não é perfeito — o app poderia ser mais refinado, o reconhecimento automático de atividade às vezes atrapalha — mas no dia a dia ele faz o que prometeu: GPS funcionando, bateria que dura de verdade, tela legível no sol, monitoramento de saúde consistente. Depois de quase três semanas no pulso, já virou objeto invisível no bom sentido — está lá, faz o trabalho, não me incomoda. Pra um smartwatch, essa é a melhor coisa que você pode falar.

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