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Samsung Galaxy Tab A8 Sm-x200 64gb Wi-fi Tela 10,5'' Cor Grafite
Felipe Zanoni

Por Felipe Zanoni · Editor-chefe

Publicado em 2026-05-03

SMARTPHONES

Samsung Galaxy Tab A8 Sm-x200 64gb Wi-fi Tela 10,5'' Cor Grafite

4.5/5

11982 AVALIAÇÕES

Como cheguei nesse tablet

Cara, eu fui comprar um tablet achando que ia gastar uns R$ 800. Sabe aquela pesquisa que começa pelo mais barato e vai subindo? Então. Comecei pelo Tab A7 Lite, desisti porque a tela de 8,7 polegadas é pequena demais pra assistir coisa, fui pro Tab A7 de 10,4, aí vi que o A8 saiu por R$ 1.449 e falei "tá, é só duzentos a mais, vai". Lógica de consumidor que eu não precisava de nada disso.

O que eu usava antes era um iPad mini de 2019 que minha ex tinha deixado aqui em casa e que, de repente, deixou de ser meu depois de um desentendimento. Então fiquei seis meses sem tablet, usando celular pra tudo, até que percebi que assistir série deitado na cama com um Moto G era literalmente ruim pra minha coluna. Precisava de algo com tela grande. Não precisava de iPad, não queria gastar dois mil reais nisso.

O Tab A8 apareceu em promoção no Mercado Livre, vendedor com 98% de reputação, e foi isso. Sem muito drama na decisão.

Tirando da caixa e os primeiros dias

Chegou em três dias úteis, embalado num plástico bolha que me deu um leve desgosto porque a caixa estava amassada numa quina. Abri com aquela expectativa misturada com desconfiança, mas o tablet tava intacto. Na caixa vem o tablet, um cabo USB-C, o carregador de 15W e um papelzinho de garantia. Sem capinha, sem película, sem nada extra. Básico mesmo.

Liguei, e o negócio ficou preso na tela de configuração por uns 35 minutos baixando atualizações antes de eu conseguir usar qualquer coisa. Não é travamento, é normal — o Android que vem de fábrica estava bem defasado. Mas você fica lá olhando pra tela de progresso achando que quebrou. Não quebrou. Só tem paciência.

Primeira impressão física: é maior do que eu esperava. Dez vírgula cinco polegadas no papel não parece muito, mas na mão é considerável. Minha namorada pegou e falou que era pesado demais pra segurar com uma mão, e ela tem razão — você não vai usar esse tablet numa mão só por muito tempo. Com as duas mãos ou apoiado em alguma coisa, esquece o peso. Sozinho, depois de uns quinze minutos, cansa.

A primeira coisa que fiz foi colocar no Netflix e assistir um episódio de uma série pra ver como ficava a tela. Ficou bom. Não é o nível de um iPad, não vou mentir, mas pra deitar na cama e ver série é suficiente. As cores não são absurdamente vivas, mas são honestas. Sem aquele supersaturado artificial de alguns displays mais baratos.

Como uso ele todo dia

Meu uso principal é consumo de conteúdo, e pra isso o Tab A8 cumpre bem. Nesses vinte e dois dias que tô com ele, virou meu companheiro de sofá à noite. Chego em casa, abrir o tablet e botar alguma coisa no YouTube ou no Prime Video virou rotina. A tela de 10,5" é boa pra isso. Tem uns momentos em que a luminosidade no automático fica um pouco abaixo do ideal no ambiente mais escuro da sala, mas é só subir manualmente.

Sábado passado fui visitar minha mãe, e ela pegou o tablet pra ver foto de família no Google Fotos. Ficou uns quarenta minutos com ele no colo, navegando, ampliando foto, mostrando pra minha tia. Ela achou intuitivo, não reclamou de nada. Isso me disse muita coisa sobre a usabilidade do aparelho — não é um negócio técnico demais.

No trabalho eu uso às vezes pra acompanhar reunião pelo Google Meet enquanto tenho o computador na outra tarefa. A câmera frontal de cinco megapixels é medíocre, mas pra aparecer num quadradinho numa call é suficiente. O que me surpreendeu foi o áudio — os dois alto-falantes laterais são decentes pra um tablet nessa faixa de preço. Num quarto silencioso, som de série fica bom. Não é estéreo de alto nível, mas não é aquele mono fraco de tablet barato também.

Tentei usar pra trabalhar com documentos numa tarde que meu notebook estava na manutenção. Instalei o Google Docs, abri uma planilha, editei umas coisas. Funcionou, mas é chato. Digitar no teclado virtual da tela de 10,5" é ok, mas sem teclado bluetooth a experiência é mediana. O processador Unisoc T618 que tem dentro não é um foguete — pra documentos simples e apps normais é tranquilo, mas se você abrir umas oito abas no Chrome ao mesmo tempo, começa a sentir aquela lentidão chata de app recarregando quando você volta nele.

Uma coisa que eu não esperava: instalei o DeX não, espera, isso é Samsung de outra linha. Mas instalei o Samsung Notes e comecei a usar pra fazer anotações enquanto estudo. Sem caneta stylus (que você teria que comprar separado), mas com o dedo dá pra rabiscar coisas rápidas. Virou o meu bloco de anotações de estudo, que é um uso que nunca tinha previsto quando comprei.

O que me agradou de verdade

A bateria me pegou de surpresa. Onze mil mAh no papel parece muito, e na prática é mesmo. Carrego o tablet de dois em dois dias no meu padrão de uso, que é umas duas horas por dia de streaming e navegação. Uma vez fiquei quatro dias sem carregar porque viajei sem levar o cabo e fui usando levemente. Voltou com 14% de bateria. Isso é o tipo de coisa que não acontece com muita coisa no mercado nessa faixa de preço.

O tamanho da tela também é um acerto honesto. Parece óbvio dizer isso de um tablet, mas seis meses usando celular pra tudo me fez valorizar o espaço de 10,5 polegadas de um jeito que antes eu não percebia. Ler artigo longo, navegar no Instagram, ver vídeo — tudo fica mais confortável. Não precisei aumentar a fonte pra ler nada, o que também é bom.

O Android 12 que veio nele, com a interface One UI da Samsung, está bem configurado. Não tem aquela quantidade absurda de bloatware que eu esperava. Vinha com uns apps Samsung pré-instalados e o Microsoft Office (que desinstalei imediatamente porque prefiro Google), mas foi isso. Nada de app de banco fake pré-instalado ou loja de terceiro metida na cara. Pra quem já teve tablet com Android encharcado de lixo de fábrica, isso é um alívio.

A build quality me surpreendeu positivamente. Não é metal — é plástico, vamos ser honestos — mas é um plástico que não dá aquela sensação barata. Num acidente idiota da segunda semana, o tablet escorregou da minha mesa de trabalho (uns 85 centímetros de altura) e caiu no chão de madeira. Ficou uma marquinha cinza numa quina e um susto no meu coração. O tablet continua funcionando normalmente. A tela não trincou. Mais sorte do que mérito, provavelmente, mas o fato é que sobreviveu.

O que me incomodou (porque não é tudo flores)

O processador é o calcanhar de Aquiles desse tablet e eu precisava falar disso de frente. O Unisoc T618 faz o trabalho pra uso casual, mas ele tem um limite claro. Quando instalei o PUBG Mobile pra jogar uma tarde, o jogo rodou no gráfico médio com uns engasgos ocasionais. Não foi de travar e fechar, mas ficou longe de fluido. Se você compra tablet pra jogar qualquer coisa mais pesada que Among Us, vai se decepcionar. Pra jogo casual tipo Subway Surfers ou WordBrain vai bem, mas pra jogo sério o chip entrega na hora.

A câmera traseira de oito megapixels existe só pra dizer que existe. Tirei uma foto do meu cachorro numa tarde de luz boa e ficou aceitável. Tirei uma foto à noite com a luz do teto acesa e ficou granulada do jeito que foto de câmera ruim fica. Ninguém compra tablet pra fotografar coisa, eu sei, mas pra escanear documento ou tirar foto de quadro branco em reunião, funciona. Pra qualquer coisa além disso, usa o celular.

A atualização de software é o ponto que mais me preocupa no longo prazo. O Tab A8 saiu com Android 11 lá em 2022 e chegou pra mim com Android 12. A Samsung comprometeu dois anos de atualizações de segurança pra linha A, o que significa que em algum momento não vai ter mais update e o tablet vai ficar parado no tempo. Isso não é crítico hoje, mas se você pensa em usar por três, quatro anos, é uma conversa que você vai ter que ter com você mesmo lá na frente.

Quem deveria comprar (e quem deveria pular)

Se você quer um tablet pra consumir conteúdo — série, YouTube, leitura, redes sociais — e não tem grana ou não quer gastar dois mil reais num iPad, o Tab A8 cumpre o que promete. Se você tem filhos de oito a doze anos que precisam de um tablet pra estudar em videoaula, fazer tarefa online, jogar jogo leve — esse tablet resolve sem dó e aguenta tranco. Se você é da família que tem uma pessoa mais velha que quer algo com tela grande pra videochamada com os netos, esse é o caminho. Pra esses usos, o Tab A8 é honesto e funciona.

Agora se você é gamer, criador de conteúdo, ou quer usar tablet como substituto de notebook de verdade com app pesado de edição de vídeo ou planilha complexa — pula fora. O processador não aguenta isso de cabeça erguida, e você vai ficar frustrado. Se você já tem um iPad de qualquer geração e quer "melhorar", também não muda sua vida — vai sentir que regrediu em fluidez e qualidade de tela. E se você tem a opção de esticar o orçamento pra R$ 1.800 a R$ 2.000, vale comparar o Tab A9 Plus antes de fechar, que tem chip melhor.

Pagar R$ 1.449 nele faz sentido?

Depende do que você compara. Em relação ao iPad de entrada, que custa em torno de R$ 3.800 hoje no Brasil, o Tab A8 faz sentido se você não precisa do ecossistema Apple e não quer pagar o dobro por qualidade que, pra uso casual, você não vai perceber no dia a dia. Em relação ao Xiaomi Redmi Pad, que você encontra na faixa de R$ 1.100 a R$ 1.300 com processador Helio G99 bem mais capaz, a conta fica menos óbvia. O Redmi Pad é mais rápido por menos dinheiro — isso é um fato. A Samsung tem a vantagem do suporte, da disponibilidade de acessórios e de uma interface mais polida, mas se você é pragmático, o Redmi Pad entrega mais hardware pelo preço.

O Tab A8 por R$ 1.449 em 2026 é um tablet que deveria custar R$ 1.100 no máximo dado o que tem dentro. A Samsung cobra o nome. Você decide se o nome vale pra você. Pra mim valeu porque comprei num impulso e estou satisfeito com o resultado pra meu uso, mas com mais pesquisa teria olhado mais sério pro Redmi Pad antes de fechar.

Veredicto sincero

Eu compraria de novo? Talvez, mas com mais pesquisa antes. O Tab A8 é um tablet honesto pra uso casual — bateria boa, tela decente, build quality que sobreviveu à queda — mas o processador envelhece mal e o preço pede um desconto que a Samsung não dá. Se você encontrar ele em promoção por R$ 1.100 a R$ 1.200, fecha sem pensar muito. Por R$ 1.449, pesquisa o Redmi Pad antes. Se decidir pelo Samsung mesmo assim, você não vai se arrepender — só vai ficar com aquela dúvida de "será que tinha coisa melhor pelo mesmo preço". Que é exatamente o que estou sentindo agora enquanto escrevo isso.

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