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Notebook Gamer Lenovo Loq 15irh8 Intel Core i5 12450H 16gb RAM 512GB SSD RTX 2050 Windows 11 Home Tela 15,6" Full HD 83EU0001BR
NOTEBOOK

Notebook Gamer Lenovo Loq 15irh8 Intel Core i5 12450H 16gb RAM 512GB SSD RTX 2050 Windows 11 Home Tela 15,6" Full HD 83EU0001BR

4.9/5

2486 AVALIAÇÕES

Como cheguei nesse notebook

Meu notebook anterior era um Dell Inspiron de 2018 com Intel Core i5 de oitava geração e placa integrada. Funcionava pra trabalho, mas na hora que eu tentava qualquer coisa mais pesada — seja um jogo mais recente, seja editar um vídeo de viagem no DaVinci — ficava travando, esquentava igual fogão e o fan fazia um barulho que a minha namorada reclamava do quarto ao lado. Cheguei num ponto em que precisava decidir: conserta ou troca? Conserto custaria uns R$ 800 mínimo pra trocar a pasta térmica e o cooler, e mesmo assim continuaria com a mesma limitação de hardware. Decidi trocar.

Passei umas três semanas pesquisando. Meu orçamento era entre R$ 4.500 e R$ 6.000 — não queria gastar mais do que isso, mas também não queria economizar de um jeito que ia me arrepender em seis meses. Olhei bastante o Samsung Book, olhei o Acer Nitro 5, vi alguns vídeos sobre o Asus TUF. Mas o LOQ aparecia em todo lugar como um custo-benefício difícil de ignorar nessa faixa de preço. O que me convenceu de vez foi a RTX 2050. Não é a placa mais potente do mundo, mas pra mim que não jogo em 4K e nem preciso de ray tracing em tudo, parecia mais do que suficiente. Fechei a compra no Mercado Livre por R$ 5.467 com frete grátis.

Chegou em quatro dias úteis, bem dentro do prazo que o vendedor tinha prometido. Esperava mais, honestamente — às vezes pedido assim fica parado no CD do correio por uma eternidade.

Tirando da caixa e os primeiros dias

A caixa é aquele padrão Lenovo — cinza, discreta, sem frescura. Dentro tinha o notebook, o carregador (que é enorme, diga-se), um manual básico e nada mais. Sem mouse, sem case, sem brinde. Pra quem vem de notebook mais popular, a caixa até parece espartana. Mas tudo chegou bem protegido, sem amassado.

Liguei pela primeira vez e, cara, ficou uns 37 minutos atualizando o Windows antes de eu conseguir fazer qualquer coisa. Aquele ciclo clássico de "configurando, aguarde... não desligue o computador". Já esperava isso, mas bate uma impaciência mesmo assim. Quando finalmente entrou na área de trabalho, vieram os prompts de antivírus e de vários programas Lenovo — Lenovo Vantage, IA Toolkit, um monte de coisa. Desinstalei boa parte, mas o Vantage eu deixei porque ele deixa configurar os modos de performance com mais facilidade.

Primeira impressão física: é grande e pesa. Colocando na mochila, deu pra sentir os 2,4 kg. Não é mala de jornada, mas também não é leve como um ultrabook. A tela de 15,6 polegadas Full HD tem uma qualidade decente — não é OLED, não tem 144Hz na versão mais básica desta configuração, mas os 60Hz dão conta bem. Cores são ok, brilho suficiente pra usar na sala com luz do dia. Testei colocar na varanda numa tarde de sol e aí sim ficou difícil de enxergar, mas isso é universal.

O design é interessante. O LOQ tem umas linhas de ventilação na parte de trás e nas laterais que deixam ele com cara de gamer sem ser aquele exagero de RGB piscando em tudo. Tem um logo Lenovo com retroiluminação e um LED na frente, mas é sutil. Na primeira noite coloquei ele do lado do meu monitor e o LED da parte frontal realmente incomoda um pouco no escuro — cobri com um pedaço de fita preta e resolveu. Pequeno detalhe, mas é isso.

Performance no dia a dia

No trabalho, uso principalmente Figma, VS Code, Chrome com várias abas abertas e às vezes reunião no Teams ao mesmo tempo. Nessa combinação, o LOQ não tropeça. Posso ter o Figma aberto com um projeto pesado, umas 15 abas no Chrome e ainda assim ele não começa a engasgar. O i5 12450H com 16 GB de RAM segura esse uso tranquilamente. Comparando com o Dell antigo, a diferença é brutal — coisas que antes travavam por dois segundos agora acontecem instantaneamente.

Num sábado passado eu decidi montar um vídeo de uns quinze minutos de viagem que estava parado há meses no meu HD externo. No DaVinci Resolve com a aceleração de GPU ativada, exportei o vídeo em 1080p e levou uns 22 minutos. No Dell velho, o mesmo projeto (quando ele não travava no meio) levava uns 55 minutos e o notebook ficava quente demais pra ficar no colo. No LOQ o calor sobe, mas fica concentrado na parte traseira e embaixo. O teclado e o touchpad não ficam quentes — dá pra trabalhar normalmente.

Em jogos é onde a RTX 2050 mostra o que pode e o que não pode. Joguei Forza Horizon 5 em configurações médias e ficou rodando confortável entre 55 e 65 FPS. Em altas ficava entre 40 e 50, que já começa a sentir um pouco. Em Valorant, que é menos pesado, rodou muito bem acima de 100 FPS em configurações altas. Já em Cyberpunk 2077, precisei botar tudo no mínimo pra chegar em uns 40 FPS jogáveis — não é o ideal, mas funciona. A RTX 2050 não é uma placa de elite, então entrar no jogo com expectativa de rodar tudo no ultra vai te frustrar. Pra games mais leves e médios, tá ótimo.

Minha irmã veio me visitar semana passada e ficou usando pra assistir série pelo Prime Video enquanto eu trabalhava num cômodo ao lado. Ela achou as caixinhas de som ok — "não é ruim, mas também não é bom", disse ela. E é isso mesmo: o áudio do LOQ é mediano. Funciona pra reunião, funciona pra vídeo casual, mas pra musica ou filme com muito detalhe sonoro, você vai querer um fone ou uma caixinha externa. Esse é o preço de qualquer notebook de gaming nessa faixa.

A bateria me surpreendeu negativamente de início. No modo balanceado, com trabalho normal (Figma + Chrome + músicas no fone), chegou a umas quatro horas e meia. No modo econômico, chegou perto de seis horas. Mas se entrar no modo performance, baixa pra umas duas horas e meia. É importante entender isso antes de comprar: o carregador tem que ir junto quando você sai de casa pra trabalhar o dia todo. O carregador, aliás, é um tijolo de 170W — pesa uns 700 gramas e não cabe em qualquer bolso de mochila.

O que me agradou de verdade

O teclado é uma das coisas que mais gostei. Tem curso generoso pra notebook, os botões têm um feedback satisfatório e espaçamento bom. Passei dois dias digitando bastante pra um projeto e no fim do dia minha mão não tava cansada como ficava no Dell. Não chega ao nível dos ThinkPads, que são referência, mas pra categoria gaming é um dos melhores que já usei. Retroiluminação simples, em branco, sem RGB — gosto disso, parece mais sério.

Outra coisa que não esperava: a porta USB-C com suporte a DisplayPort. Num momento de necessidade, precisei ligar num monitor externo enquanto o adaptador HDMI estava emprestado. Pluguei o cabo USB-C que eu tinha e funcionou direto, sem instalar nada. Descobri isso por acidente e ficou no rol de surpresas boas.

O Wi-Fi é sólido. Uso numa casa de três andares e o notebook no segundo andar com o roteador no térreo. Não cai, não oscila. Já usei ele numa chamada de hora e meia com cliente pelo Google Meet sem nenhum corte de conexão — algo que com o Dell eu torcia pra não acontecer.

O Lenovo Vantage deixa alternar entre modos de performance com facilidade. No modo performance, a GPU e a CPU chegam ao máximo. No balanceado, já é bem usável e mais silencioso. O modo silencioso é incrível pra reunião — o fan quase não aparece, o notebook fica um pouco mais morno mas nada alarmante. Esse controle fino é algo que você não percebe até precisar, aí agradece muito.

O que me incomodou (porque não é tudo flores)

O touchpad é a parte mais decepcionante do notebook. Ele funciona — clica, desliza, reconhece dois dedos — mas a precisão e o deslizamento não têm a suavidade que eu esperava. Em tarefas de design no Figma, chegou a registrar clique errado umas três vezes num período de trabalho. Uso um mouse externo faz anos e não dependo muito do touchpad, mas pra quem usa muito o padrão, pode irritar. O material parece plástico barato comparado ao resto do chassi.

O calor embaixo do notebook em modo performance é real. Não queima a mão, mas incomoda no colo. Comprei um suporte com ventilador por R$ 89 e resolveu parcialmente. Isso é uma limitação do design de notebooks gamer no geral — ventilação pesada pra embaixo — mas vale saber antes de comprar se você tem hábito de usar no colo por horas.

Uma pequena treta que tive logo na primeira semana: tentei instalar o driver de áudio Nahimic que vinha sugerido pelo Vantage e o Windows travou em reinicialização. Tive que dar boot em modo de segurança e remover o driver manualmente. Não é algo que vai acontecer com todo mundo, mas me deu uns 40 minutos de estresse num dia que eu tinha pouco tempo. Depois que desinstalei, nunca mais tive problema — e honestamente o áudio sem ele é igual.

Quem deveria comprar (e quem deveria pular)

Se você precisa de um notebook que sirva de máquina de trabalho e ainda dê conta de jogos médios no final de semana, o LOQ é difícil de bater nessa faixa. Estudante de computação, designer, desenvolvedor que quer rodar um jogo de vez em quando sem comprar dois notebooks — essa galera vai amar. Se você edita vídeo de forma não profissional, também vai ficar satisfeito. Ele entrega mais do que parece pelo preço.

Mas se você é jogador dedicado que quer rodar tudo no ultra em 144Hz, esquece. Você precisa de uma RTX 3060 no mínimo e vai pagar pelo menos R$ 2.000 a mais. Se você viaja muito e precisa de leveza, também não é pra você — 2,4 kg mais o carregador de 700 gramas é uma mochila pesada no final do dia. E se você depende muito da bateria longe da tomada, vai sofrer um pouco no modo que realmente aproveita o hardware.

Pagar R$ 5.467 nele faz sentido?

O Acer Nitro 5 com RTX 3050 fica em torno de R$ 5.200 dependendo da configuração, e tem uma placa um pouco melhor, mas o build quality e o teclado são nitidamente inferiores ao LOQ. O Asus TUF Gaming A15 com RX 6600M, que seria o grande concorrente, fica em média entre R$ 5.800 e R$ 6.200 nessa configuração — tem placa melhor, mas você paga mais e a diferença em uso diário pra quem não é jogador hardcore é pequena.

Dentro do que ele promete entregar — processador moderno, RAM decente, SSD, placa gamer de entrada — o LOQ cumpre sem enganar. Não é barato, mas tampouco é caro pra o que você recebe. O preço de R$ 5.467 é um pouco salgado pra RTX 2050 — idealmente esse notebook deveria custar R$ 4.800 a R$ 5.000 — mas se você achar numa promoção ou com cashback, faz mais sentido ainda.

Veredicto sincero

Eu compraria de novo? Sim, mas com a consciência de que é uma compra pra quem quer versatilidade com performance razoável, não excelência em nenhuma área específica. Ele não tem a melhor tela, não tem a melhor placa, não tem a melhor bateria. Mas tem um conjunto equilibrado que funciona de verdade pra trabalho e pra lazer sem precisar de dois notebooks diferentes — e isso, no Brasil, nessa faixa de preço, é mais raro do que parece.

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