Mouse Gamer Sem Fio Logitech G Pro X Superlight 2 Branco
R$705.87
-9%1000+
VENDIDOS
4.9/5
715 AVALIAÇÕES
Como cheguei nesse gamer
Fui aquele cara que ficou um ano e meio usando um mouse com fio, achando que sem fio nunca ia chegar no nível. Meu setup anterior era um Razer DeathAdder V2, que é um mouse decente, não tem do que reclamar tecnicamente, mas eu tava cansado do cabo. Toda vez que eu jogava uma partida mais longa de Valorant o cabo enroscava na borda da mesa, travava o movimento no momento errado, e eu ficava louco da vida. Comecei a pesquisar alternativas sem fio e, inevitavelmente, o nome do G Pro X Superlight 2 apareceu em todo lugar.
O que segurou minha decisão por um tempo foi o preço. Setecentos reais num mouse é um número que dói até escrever. Fui adiando, testei um HyperX Pulsefire Haste Wireless por uns três meses (que custa em torno de trezentos e cinquenta reais) e, honestamente, ficou no limite do que eu aguentava. A bateria dele durava pouco, a carcaça era muito leve no sentido ruim, parecia que ia quebrar se eu espremesse forte. Quando saiu uma promoção no Mercado Livre e o Superlight 2 chegou a R$ 705,87, eu finalmente cedi. Comprei sem me arrepender até agora — mas tem umas ressalvas que vou falar com calma.
Optei pelo branco porque o meu setup tem um painel traseiro LED branco e queria que combinasse. É fútil, eu sei, mas é o que é. O preto provavelmente esconde sujeira melhor, mas o branco ficou bonito demais na minha mesa. Decisão estética que não tem nada a ver com performance, só deixando registrado.
Tirando da caixa e os primeiros dias
Chegou em três dias úteis, embalagem da Logitech que parece caixa de eletrônico caro — aquele papelão firme, tampa que sai deslizando. Dentro vem o mouse, o dongle LIGHTSPEED num case de plástico pequenininho (que eu quase joguei fora junto com o papel), um cabo de carregamento USB-C, um adaptador USB-A pro dongle, e um adesivo da Logitech que ninguém nunca usa. Simples, sem encher de papelão extra, sem parafernália. Gostei.
Primeira coisa que eu fiz foi ligar e conectar. O dongle encaixa embaixo do mouse quando você não tá usando, o que é genial pra não perder. Pluguei o dongle no PC, liguei o mouse, e ele emparelhou instantaneamente — sem nenhum software, sem nenhuma etapa adicional. Isso já foi uma surpresa boa porque eu tava esperando alguma treta de pareamento como aconteceu com o HyperX. Mas aí eu quis instalar o G HUB pra configurar o DPI e aí a coisa ficou chata por uns vinte minutos. O software da Logitech é pesado, atualiza sozinho na primeira vez que você abre, e ficou parado na tela de instalação por bastante tempo. Nada de quarenta minutos como alguns relatos que eu li, mas uns vinte e poucos minutos de espera com uma barra de progresso que parece não andar. Depois que instalou, funcionou normalmente.
O peso foi o primeiro choque — no bom sentido. Sessenta gramas. Eu peguei na mão e pensei que tinha esquecido a pilha dentro da caixa, porque parece que tá vazio. Minha namorada pegou e perguntou se era de verdade, achou que eu tinha comprado alguma imitação barata. Ela usa um mouse normal de escritório e na hora falou que pra ela esse seria pesado demais porque ela tem as mãos menores, o grip dela é diferente. Pra mim, com palm grip em mão média, ficou perfeito — a forma ergonômica encaixou sem forçar nada.
Nos primeiros dois dias eu senti que tava jogando pior. Não é culpa do mouse — é aquela fase de adaptação que acontece com qualquer periférico novo. Meu músculo tinha memorizado o peso e a resistência do DeathAdder, e o Superlight é tão mais leve que nos primeiros cliques eu estava overshooting todo o tempo no Valorant. Levou umas oito horas de jogo espalhadas por três dias pra eu me acostumar de vez.
Performance no dia a dia
Sábado passado eu fiz uma maratona de Valorant de umas seis horas seguidas, que é o tipo de coisa que eu faço quando minha namorada tá viajando. A conexão não caiu uma vez sequer. Eu tenho um setup com monitor, teclado sem fio e fone sem fio tudo funcionando junto, e mesmo com essa bagunça de sinal no ar, o mouse ficou estável o tempo todo. Não teve nenhum spike de latência, nenhum momento de cursor travado. Acabei a sessão com a bateria em uns 70% ainda — o que é absurdo considerando que eu comecei com ela em 90%.
O sensor HERO 2 é o que diferencia esse mouse de tudo que eu usei antes. Num certo dia eu tava ajustando a sensibilidade e coloquei em 1600 DPI pra testar como o cursor se comportava em velocidades altas. Passei o mouse rápido de uma extremidade a outra da mousepad e não tive nenhum pixel de jitter, nenhum sinal de aceleração estranha. Com o meu setup anterior, em DPIs altos eu percebia uns comportamentos estranhos em movimentos muito rápidos. Aqui, zero disso. O cursor vai onde você manda, ponto.
Fiz uma sessão de trabalho longa usando o Superlight 2 também — passei umas quatro horas editando vídeo no Premiere, onde você precisa de precisão em cortes de linha do tempo. Achei que o mouse pra trabalho ficou ótimo também, o que não era algo que eu esperava. Geralmente mouses gamer têm aquele perfil de clique muito sensível que atrapalha trabalhos de precisão fina, mas os botões do Superlight 2 têm um acionamento que é firme o suficiente pra você não clicar por acidente, mas rápido o suficiente pra não te irritar.
O mouse caiu da minha mesa uma vez, uns dois dias depois que eu recebi. Tava ajustando o cabo de carregamento e o mouse escorregou, caiu de uns 75 centímetros de altura no piso de madeira. O coração foi a zero. Peguei do chão tremendo, achando que ia ter rachado o plástico branco. Tem uma marquinha minúscula embaixo, na parte inferior onde não dá pra ver durante o uso, mas funcionou perfeitamente. Plástico branco de qualidade, aparentemente.
Uma coisa que eu não esperava: o mouse tem configuração de polling rate via G HUB, e quando eu coloquei em 2000Hz (que é a opção máxima no Superlight 2 com um dongle específico — atenção, o dongle padrão vai até 1000Hz), a diferença foi sutil mas real em jogos de alta velocidade. Não é um negócio que um jogador casual vai sentir, mas em sessões longas de FPS eu percebi que meus movimentos ficaram mais "limpos". É subjetivo isso, mas é o que senti.
O que me agradou de verdade
A bateria me surpreendeu mais do que qualquer outra coisa nesse mouse. Eu uso em torno de quatro a seis horas por dia, e depois de duas semanas completas de uso, a bateria chegou a 15% antes de eu precisar carregar. Isso é uns setenta horas de uso, talvez mais. O HyperX que eu usava antes precisava de carga a cada dois dias e meio. Aqui eu fiquei dez dias sem nem pensar em carregar. Quando o indicador de bateria baixa acendeu, eu conectei o USB-C e continuei usando enquanto carregava — e em uma hora e meia estava em 100% de novo. Esse detalhe de poder usar com fio enquanto carrega parece óbvio, mas não é universal em todos os sem fio que eu testei.
O dongle LIGHTSPEED merece um parágrafo separado. Eu uso um extensor USB na frente da mesa pra deixar o dongle mais perto do mouse, e mesmo assim, numa semana em que eu coloquei o dongle na parte traseira do PC pra testar (uns 80 centímetros de distância, com obstáculos no meio), a conexão ficou perfeita. Sem quedas, sem latência perceptível. Tecnologia de RF bem implementada de verdade, não é marketing vazio.
A ausência de scroll lateral (aquele botão de tilt nas rodas de mouses mais parrudos) inicialmente me incomodou, mas depois de duas semanas eu vi que pra uso em jogo eu nunca usava mesmo. O scroll vertical tem uma resistência ótima — nem duro demais, nem solto demais. E os dois botões laterais têm um clique preciso que eu usei pra configurar push-to-talk num jogo e funcionou sem falha nenhuma durante várias horas.
Tem uma coisa que eu descobri por acidente: o mouse tem um indicador de DPI nos botões que pisca quando você troca de perfil. Eu achei que ia ser inútil, mas quando eu ajustei três perfis diferentes (800 DPI pra sniper, 1600 pra movimento geral, 3200 pra situações de rotação rápida), o feedback visual de qual perfil eu tava ficou útil de verdade. Pequeno detalhe, mas bem implementado.
O que me incomodou (porque não é tudo flores)
O G HUB é um software ruim. Não tem outro jeito de falar. É pesado, abre devagar, às vezes demora pra reconhecer o mouse quando você abre o programa. Numa noite eu queria só mudar o DPI rapidinho antes de uma partida e fiquei dois minutos esperando o software carregar e reconhecer o dispositivo. Dois minutos parece pouco, mas quando você tá ansioso pra jogar é irritante. A Logitech poderia ter feito algo mais leve, mais simples. O software dos concorrentes como o iCUE da Corsair tem problema similar, mas isso não desculpa. Pra quem não quer configurar absolutamente nada além do básico, dá pra usar sem o G HUB, mas aí você fica preso nos perfis padrão de fábrica.
O preço de R$ 705,87 é o elefante na sala que não dá pra ignorar. O mouse em si merece o preço, mas dói. E aí tem um ponto que descobri só depois de comprar: pra usar o polling rate de 2000Hz, você precisa de um dongle específico que vem separado, chamado LIGHTSPEED PRO. Não vem na caixa padrão. Então se você comprar hoje pelo preço que eu paguei, vai usar em 1000Hz, que já é excelente pra 99% dos jogadores, mas se quiser o máximo precisa gastar mais. Isso deveria estar mais claro na página de produto, porque eu só descobri depois de ler um fórum em inglês.
O branco suja. Óbvio, eu sei — mas eu precisava mencionar. Depois de duas semanas com uso diário, a parte do clique central e as laterais onde eu seguro com os dedos têm uma manchinha que parece oleosidade acumulada. Limpa fácil com pano de microfibra levemente umedecido, mas vai acontecer constantemente. Se você tem as mãos que transpiram mais, prepara o coração. O preto provavelmente esconde isso muito melhor.
Quem deveria comprar (e quem deveria pular)
Se você joga FPS competitivo com alguma frequência — Valorant, CS2, Apex — e seu mouse atual tem fio ou é sem fio com bateria ruim e latência perceptível, esse aqui é o upgrade mais impactante que você pode fazer. Se você já gasta três horas ou mais por semana jogando sério, a diferença em precisão e conforto vai aparecer em semanas. É também ótimo se você usa o computador pro trabalho durante o dia e joga à noite, porque ele faz as duas coisas bem — fato que me surpreendeu. Mãos médias a grandes com palm grip ou claw grip vão se sentir em casa; testei as duas e funcionou bem nos dois casos.
Se você é jogador casual que abre um jogo no fim de semana pra relaxar, esquece esse mouse — não porque ele seja ruim, mas porque você não vai perceber metade das vantagens e vai ter pago R$ 700 por algo que um mouse de R$ 200 faria igual pra você. Se você joga exclusivamente MMO ou RTS, onde você precisa de muitos botões laterais, o Superlight 2 também não é o mouse certo — tem só dois laterais, sem nenhuma configuração mais elaborada de botões extras. E se você tem mão pequena, vale testar antes de comprar porque o shape favorece mãos médias e grandes. Minha namorada, com mão de tamanho menor, disse que não compraria.
Pagar R$ 705.87 nele faz sentido?
Depende muito de onde você veio. Comparando com o HyperX Pulsefire Haste Wireless que eu usei antes (em torno de R$ 350), a diferença é real: bateria muito melhor, sensor sem comparação, construção mais sólida. Se você tá nessa faixa de trezentos a quatrocentos reais e quer dar um salto, o Superlight 2 é um salto de verdade, não é marketing. Agora, comparando com o Logitech G Pro X Superlight original (a primeira versão, que ainda acha usado ou em promoção por volta de R$ 400 a R$ 500), a diferença é mais sutil — sensor melhorado, botões melhores, USB-C em vez de micro USB. Se você achar o primeiro Superlight em boa condição por menos de R$ 450, pode ser uma opção mais racional.
O que não recomendo fazer é comparar ele com mouses de R$ 100 a R$ 200 e perguntar "mas por que pagar tanto?" — porque aí a resposta é simples: você não deveria, é outro nível de produto pra outro nível de necessidade. O Superlight 2 compete com o Razer DeathAdder V3 HyperSpeed (que anda em torno de R$ 600 a R$ 650) e com o Endgame Gear XM2w (por volta de R$ 550 a R$ 600). Entre eles, o Superlight 2 tem a melhor bateria e a melhor estabilidade de conexão que eu testei. A forma é questão de preferência pessoal — alguns preferem o shape mais simétrico do Endgame Gear. Mas objetivamente, o Logitech entrega o que promete nessa faixa de preço.
Veredicto sincero
Eu compraria de novo, sem hesitar. Em duas semanas de uso constante — jogando FPS competitivo, editando vídeo, usando no trabalho — o Superlight 2 Branco não me deu um único motivo sério de reclamação que estivesse no hardware em si. O G HUB ainda é um software medíocre, o branco suja rápido, e o preço continua alto. Mas o mouse em si? Sensor impecável, bateria que dura dias, conexão que não cai, levíssimo sem parecer frágil. É o melhor mouse sem fio que já usei, e provavelmente vou usar por muito tempo ainda antes de pensar em trocar.
R$705.87
VER OFERTA