Console Playstation 5 Slim Edição Digital 825 Gb
R$3999.00
-30%5.0/5
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Como cheguei nesse gamer
Eu tinha um PS4 Pro desde 2019. Funcionou bem por uns cinco anos, mas chegou uma hora que o negócio virou um ventilador de avião — qualquer jogo um pouco mais pesado e ele esquentava absurdamente, fazendo barulho de coisa prestes a decolar. God of War Ragnarök rodava, mas o cooler fazia tanto barulho que eu tinha que aumentar o volume da TV pra conseguir ouvir os diálogos. Isso foi a gota d'água.
Fiquei enrolando pra comprar o PS5 por bastante tempo porque o preço nunca me convenceu. O modelo original cheio chegou a custar perto de R$ 5.500 aqui no Brasil, o que é um absurdo considerando o salário médio nacional. Mas quando vi o Slim Digital aparecendo em torno de R$ 3.999, comecei a levar mais a sério. A pergunta óbvia era: faz sentido o digital em vez do leitor de disco? Pra mim faz, porque comprei meu último jogo físico em 2021. Tudo vive na PSN hoje em dia.
Comprei pelo Mercado Livre num vendedor com reputação boa. Chegou em três dias úteis, bem embalado dentro da caixa original da Sony. Paguei os R$ 3.999 no cartão em doze vezes, o que foi a única forma de não sentir o baque no bolso de uma vez.
Tirando da caixa e os primeiros dias
A caixa chegou sem nenhum amassado, o que já é uma vitória quando você compra eletrônico online. Abrindo, vem o console, o controle DualSense, o cabo HDMI 2.1, o cabo USB-C pra carregar o controle e a fonte de energia. Nada de cabo USB-A, o que me fez ter que procurar meu adaptador por dez minutos. Pequeno detalhe irritante, mas detalhe.
O console em si é menor do que eu esperava. Colocando do lado do meu PS4 Pro, a diferença de tamanho é visível — o Slim é claramente mais compacto, menos imponente, mais discreto. Coloquei ele em pé no suporte que vem junto. O suporte, aliás, parece um tanto frágil — dá pra ver que é plástico fino. Não faz nada de errado, mas não transmite confiança.
Liguei pela primeira vez e ficou quarenta e dois minutos atualizando. Quarenta e dois. Eu sei o tempo exato porque fui fazer um café e voltei achando que ia estar pronto, mas não estava. O sistema baixou uma atualização grande de software e ficou rodando na tela de progresso sem dar nenhuma estimativa de tempo. Paciência.
Depois da atualização, a primeira coisa que fiz foi entrar na PSN e começar a baixar os jogos que já tinha na biblioteca. Astro's Playroom já vem instalado e funcionou como tutorial involuntário das funcionalidades do DualSense. Joguei umas duas horas ali e entendi por que tanta gente fala do controle. Os gatilhos adaptativos e o feedback háptico não são frescura — são realmente diferentes de qualquer coisa que já usei antes.
Performance no dia a dia
Depois de duas semanas usando, o que mais me impressionou foi o silêncio. Meu PS4 Pro tinha me condicionado a esperar barulho. O PS5 Slim não faz barulho nenhum em jogos normais. Jogando Horizon Forbidden West — que é pesado, tem muita coisa na tela — o console fica em total silêncio. Botei a mão encima em uns quinze minutos de jogo e estava morno, não quente. É uma diferença de gerações mesmo.
Sábado passado fui jogar com meu cunhado, que veio aqui em casa. Ele tem Xbox Series S e fica na dele com esse negócio de "os dois são equivalentes". Aí coloquei Returnal pra ele jogar — que é um exclusivo PlayStation — e fiquei observando a cara dele. Ele ficou quieto por uns vinte minutos tentando entender o jogo. Não é bem uma prova técnica, mas foi satisfatório.
Testei também o carregamento de fase em Spider-Man Miles Morales. Do menu até estar dentro do jogo em movimento: cinco segundos. CINCO. No PS4 eu esperava quarenta segundos facilmente. Isso no dia a dia muda tudo porque você para de evitar fechar o jogo pra não ter que esperar carregar de novo.
Minha namorada jogou Just Dance com a câmera do celular que funciona como sensor de movimento. Ela achou o controle DualSense grande demais pra mão dela, ficou reclamando por uns dez minutos até pegar o jeito. Pra mim o tamanho ficou ótimo — mas se você tem mão menor, vale colocar o controle no colo e sentir antes de cravar que vai ser confortável.
Uma coisa que testei foi o Remote Play no celular. Conectei o controle no iPhone via Bluetooth e fiquei jogando Demon's Souls deitado na cama enquanto o PS5 ficou ligado na sala. Funcionou surpreendentemente bem no Wi-Fi de casa — sem lag perceptível. Não é o jeito ideal de jogar Souls, mas funcionou.
O que me agradou de verdade
O DualSense continua sendo o grande diferencial dessa geração e não é hype. Quando joguei Returnal e senti a resistência do gatilho mudando conforme o tipo de arma, ou quando em Astro's Playroom o controle vibrou de formas diferentes dependendo da superfície que o robozinho pisava, entendi que é tecnologia de verdade aplicada de forma inteligente. Não é gimmick — depois que você joga com isso, voltar pra um controle normal parece um downgrade sensorial.
O tamanho reduzido foi uma surpresa positiva. Eu imaginava que o Slim ia parecer uma versão econômica, mais barata no tato. Não parece. Fica bem na estante, ocupa menos espaço e parece sólido quando você pega. O acabamento branco não ficou amarelado em duas semanas de uso, obviamente, mas pelo que vejo de relatos de quem tem o PS5 original, isso pode ser uma preocupação no longo prazo.
A PlayStation Store melhorou absurdamente em velocidade. No PS4 navegar na loja era um sofrimento — demorava pra carregar cada tela. No PS5 é rápido, responsivo, parece um aplicativo de celular moderno. Pequena coisa, mas que você sente toda vez que abre.
Os jogos gratuitos da PS Plus continuam sendo um argumento sólido. Nos primeiros quinze dias de PS5 eu não comprei nenhum jogo além dos que já tinha na biblioteca — tinha coisa suficiente entre os da PS Plus e os exclusivos que já eram meus do PS4. Isso ameniza bastante o custo de entrada.
O que me incomodou (porque não é tudo flores)
A ausência do leitor de disco vai incomodar mais do que parece no começo. Sim, eu sabia que estava comprando o modelo digital. Mas você vai se deparar com jogos físicos em promoção num sebo, ou vai querer pegar um título usado barato de um amigo, e vai bater aquela vontade do leitor. O leitor externo da Sony existe, mas custa em torno de R$ 600 separado, o que é uma treta — a essa altura você poderia ter pago a diferença pro modelo com disco. Então se você tem amigos que emprestam jogo ou curte promoção de físico, pense bem antes de comprar o Digital.
O armazenamento de 825 GB parece muito, mas não é. Call of Duty, quando instalado, ocupa mais de cem gigabytes sozinho. Horizon Forbidden West com os dados de patch ocupa setenta e tantos. Em dois jogos pesados você come metade do armazenamento. O SSD externo de expansão M.2 é relativamente fácil de instalar, mas é um gasto extra que você precisa planejar. Não é um defeito do console — é uma realidade da geração — mas é honesto dizer que R$ 3.999 não resolve o problema de espaço por muito tempo se você joga variedade de títulos grandes.
O suporte que vem na caixa pra deixar o console em pé parece de plástico barato. Comparado com o resto do produto, destoa. Não quebrou em duas semanas de uso, mas não transmite a mesma sensação de qualidade do console em si. É um detalhe menor, mas quando você paga quase quatro mil reais em algo, espera que cada parte pareça pensada.
Quem deveria comprar (e quem deveria pular)
Se você joga regularmente — não necessariamente todo dia, mas toda semana, tem uns dois ou três jogos na fila mental pra jogar, se importa com desempenho e curte exclusivos de PlayStation — esse console faz sentido. Especialmente se você vem do PS4 e ainda está aguentando o barulho do cooler. O salto de geração aqui é real e perceptível na prática, não é marketing. Os tempos de carregamento sozinhos já justificam a troca pra quem joga RPG ou qualquer jogo com muita transição de área.
Mas se você joga esporadicamente, tem uma pilha de jogos físicos que quer usar, ou está na dúvida entre PlayStation e Xbox, talvez valha esperar. O Xbox Series X com Game Pass Ultimate entrega um catálogo enorme por mensalidade e roda no PC também — é uma proposta diferente. E se o budget é limitado, um PS4 Pro de segunda mão ainda cumpre bem o papel pra maioria dos títulos atuais. O PS5 Slim é um produto excelente, mas não é barato, e não é obrigatório pra quem não tem urgência.
Pagar R$ 3.999 nele faz sentido?
Comparando com o PS5 original com leitor de disco, que sai por volta de R$ 4.500 a R$ 4.800 hoje, a diferença de quinhentos reais compra quase um leitor externo — então a conta não fecha tão claramente pra quem tem dúvida. Agora, comparando com o Xbox Series X que custa perto de R$ 4.200 no Brasil, o PS5 Slim Digital fica mais barato e entrega exclusivos que você simplesmente não vai jogar em nenhuma outra plataforma. Demon's Souls remake, Returnal, Spider-Man 2, Ratchet & Clank Rift Apart — nenhum desses existe fora do PlayStation.
O preço de R$ 3.999 ainda é muito dinheiro no contexto brasileiro. Não tem como fingir que não é. Mas dentro do que o mercado de consoles de nova geração cobra, é o menor preço de entrada pro ecossistema PlayStation atualmente, e o hardware entrega o que promete. Não é uma pechincha, mas é um preço justo pelo que você recebe.
Veredicto sincero
Eu compraria de novo, sem hesitar — desde que eu soubesse de antemão que ia precisar de um SSD extra em algum momento e que o leitor de disco ia fazer falta eventualmente. Esses dois pontos custaram dinheiro que não estava no meu plano inicial. Fora isso, o console entrega exatamente o que prometeu: silêncio, velocidade, gráficos que o PS4 não conseguia fazer, e um controle que muda de verdade a forma como você sente o jogo. Depois de duas semanas, não consigo imaginar voltar pro PS4.
R$3999.00
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